terça-feira, 15 de abril de 2025

Na alça do vento

 Na alça do vento


trepidam silenciosas idéias
onde ensurdecedoras vozes
se calam na marquise negra
dos edifícios de granito branco

a vontade de fazer algo
tropeça na tristeza
dos movimentos lentos
recheados de segredos
onde o que eu sou
se estilhaça como vidro
no que eu não sou

as fibras nebulosas
da noite se esgarçam
em filamentos tensos
de angústias saudosas

aplaco as dores
no fundo do copo

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