segunda-feira, 7 de abril de 2025

o abismo

 

sempre andarei medindo os passos à beira do abismo cuja consciência contorna os limites entre a loucura e a fantasia,

entre a lucidez e o desvario,

pergunto-me uma vez ou outra: o que me faz ainda permanecer nesse entremeio paranóico sem ter uma distinção certa do que é melhor

ou, do que devo aceitar,

claro que a resposta é uma incógnita,

nunca a saberei,

se soubesse ou se algum dia venha saber,

estarei no fim da linha,

estarei completando meu destino,

poderei me considerar um homem pleno

e, sendo assim não terei mais nada a dizer

e não tendo mais nada a dizer,

serei um morto à espera da morte,  

portanto nunca quero saber as respostas dos meus porquês,

devo aceitá-los como parte integrante do meu viver,

faz parte do meu aprendizado

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