sempre andarei medindo os passos à beira do abismo cuja consciência contorna os limites entre a loucura e a fantasia,
entre a lucidez e o desvario,
pergunto-me uma vez ou outra: o que me faz ainda permanecer nesse entremeio paranóico sem ter uma distinção certa do que é melhor
ou, do que devo aceitar,
claro que a resposta é uma incógnita,
nunca a saberei,
se soubesse ou se algum dia venha saber,
estarei no fim da linha,
estarei completando meu destino,
poderei me considerar um homem pleno
e, sendo assim não terei mais nada a dizer
e não tendo mais nada a dizer,
serei um morto à espera da morte,
portanto nunca quero saber as respostas dos meus porquês,
devo aceitá-los como parte integrante do meu viver,
faz parte do meu aprendizado
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