na garganta da memória
o verso se impregna de palavras
forjadas ao sussurrar
na tarde que normalmente
avança
vozes se sentem crispadas
nos lábios trincando copos
enquanto embaçados olhos
pela rotineira vida
se entregam nos dizeres ávidos
e aleatórios
e se escondem nos recônditos
da mente pelo álcool adormecidos
o vento escorre friagem
entre copos e corpos
e garrafas
pois outra vez
a morte foi adiada
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