domingo, 18 de maio de 2025

caminhos

 

carrego na sola dos pés

a poeira dos caminhos

 

que me levam

sem eira e nem beira

a errar desde menino

 

carrego na sola dos pés

as marcas do destino

 

que me indicam

por onde deverei seguir

ignorando as feridas

 

pois conheço a estrada

cheia de chacais famintos

a espreita para devorar

os desprevenidos

 

às vezes a sombra

da grande árvore

num repouso forçado

refaço os passos

impondo o ritmo

 

outras vezes a beira

do riacho cauteloso

encho o cantil

de esperança

pois sei que a vida

não é uma festa

de constante bonança

 

é um labirinto

onde  cada um

cabe encontrar

o seu precioso

e único destino

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