carrego na sola dos pés
a poeira dos caminhos
que me levam
sem eira e nem beira
a errar desde menino
carrego na sola dos pés
as marcas do destino
que me indicam
por onde deverei seguir
ignorando as feridas
pois conheço a estrada
cheia de chacais famintos
a espreita para devorar
os desprevenidos
às vezes a sombra
da grande árvore
num repouso forçado
refaço os passos
impondo o ritmo
outras vezes a beira
do riacho cauteloso
encho o cantil
de esperança
pois sei que a vida
não é uma festa
de constante bonança
é um labirinto
onde cada um
cabe encontrar
o seu precioso
e único destino
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