quarta-feira, 7 de maio de 2025

enrosco-me no fluir

 enrosco-me no fluir da noite anterior

e me pego prisioneiro da saudade

 

o dia cinzento temperatura baixa

revela na cartilagem das pedras

o espinho grotesco enroscado

na garganta atrofiando a fala

 

a chuva fina espalha umidade

na pele dos pés que escorregam

no ladrilho laminado das calçadas

empoçadas de negrume nodosos

 

pouco se importam os transeuntes

esquecidos de si mesmos

caterva que ladra seu grito

pelas catacumbas do labirinto

recriando os passo da agonia

no escuro profundo de cada ser

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