quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Continuando o aprendizado do aprendiz no mundo quântico ou VI Encontro Quântico.


O frio bate na parede e reverbera nos cantos da alma congelando o corpo numa frenética urgência de viver.

Domingo frio, garoa. Uma desesperança de última hora levanta questionamentos referentes ao processo de aprendizado. Processo que desde o início do ano surge como negativo originando em várias perguntas, mas deixando as dúvidas e vou passar outro domingo agradável e conhecer novos e rever os antigos amigos.  

Assim, como todos os domingos dia dos encontros, nesse questionamento a ansiedade obsessiva de escapar para dentro das possibilidades positivas se faz presente. Na morosidade dos gestos, chego ao ponto do ônibus sem dificuldade e, em seguida, duas baldeações de metrô me encontro no espaço Nis e, sou recebido com atenção e carinho. E mais uma vez percebo o esmero e cuidado e amor na preparação e recepção aos que chegam. Alguns a primeira vez, outros a segunda e, também os assíduos frequentadores. Vejo que estou me encaixando nesse último item. Noto presenças ausentes e ausentes presenças, não vou citar nomes para não cair em erro desagradáveis. Com seu charme e beleza, na ausência de Mariane, Aline inicia o encontro anunciando o quântico compositor e cantor João Cássio preparando o ambiente e os presentes numa meditação proporcionando a todos a se conectar uns aos outros e ao Todo. E é nesse momento que o eu se desloca do eu que sou se unindo aos eus momentos de todos eus.

E assim que todos se deixam unir num só, Aline anuncia o Estudo do livro Mentes in-formadas, do Hélio Couto, que na voz suave da Coach Quântica Adriana Alves nos explica, numa aula impecável, diversos itens esclarecendo ainda mais quem leu e incentivando quem não leu a ler, e quando percebemos somos transportados para o intervalo para café.

E é nessa hora que notamos o esmero e cuidado do grupo em deixar todos a vontade e confortável, pois é o momento descontraído do encontro, onde podemos interagir uns aos outros, saboreando um delicioso café. Na minha inoportuna distração, noto pessoas tomando café com leite e, quando vou a procura do café com leite já tinha acabado e ao ouvir elogios sobre um chá, percebo, se não estou enganado que o café com leite que eu procurava era o chá. Apesar do frio e garoa, ninguém se importou com a temperatura.

Neste dizeres, em que procurei, ou melhor, em que achei que deveria dar um enfoque diferente a crônica, acho que pulei um item indo diretamente ao final.

Este item foi a atividade proposta pela Adriana, entregando um papel e uma caneta a todos para que escrevessem, como se fosse uma carta à uma pessoa querida, relatando seus desejos futuros. Foi nesse momento em que constatei a força negativa que me dominou a parte da manhã. Com a caneta e o papel a mão, não consegui escrever nada. Meus desejos? Não sei, será que não tenho? Por exemplo, viajar. Não me preocupo em viajar, conhecer lugares, Paris, Luxemburgo, Alemanha ou Itália ou mesmo Índia ou Japão. Não tenho curiosidade. Casa, carro, apartamento também não me interessa, não necessito de nenhum deles. Cheguei à conclusão que o que tenho já me satisfaz, me contenta, não sou um cara luxuoso, que gosta de roupas de marca, sapatos bonitos, tendo uma roupa e um sapato confortável já me basta. Talvez, o que pudesse desejar seria dinheiro, mas não para mim, para ajudar outros, os necessitados. Mas para isso terei que quebrar meus paradigmas, sair dessa zona em que estou, é o que negatividade me mostrou ao acordar. Não estou preparado para a ser um iluminado, não estou preparado a expandir meus conhecimentos e muito menos a consciência, se acontecer será um ato involuntário, será um ápice de um dia para outro e, não lentamente, isto porque, parece-me que continuo e continuarei sempre o mesmo. Creio que depois de muitas reencarnações alcançarei algo. Não sei.

Na segunda parte, depois do delicioso café, aconteceu o esperado, creio que pela maioria dos presentes a palestra da Olene Vilela (Maat Menkeru) sobre O que são Arquétipos e sua fascinante influência em nossas vidas. É um assunto muito abrangente para ser dito em poucas horas que tínhamos. Mesmo assim com um vasto material Maat conseguiu revelar e apresentar vários arquétipos que influencia nossas vidas. Olene na sua sagacidade suave, com voz amena respondeu às perguntas que, mesmo assim, muitos ficaram com dúvidas que Maat se disponibilizou a responder via WhatsApp.

E como acontece em todos os encontros, o término é fechado com chave de ouro musical que, nesse teve a participação do conhecido compositor quântico poeta cantor João Cássio, brindando com sua voz várias composições suas e inclusive a famosa Rosas do Deserto.

E assim foi mais um encontro. Grato a todos.

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