O frio bate na
parede e reverbera nos cantos da alma congelando o corpo numa frenética
urgência de viver.
Domingo frio, garoa.
Uma desesperança de última hora levanta questionamentos referentes ao processo
de aprendizado. Processo que desde o início do ano surge como negativo originando
em várias perguntas, mas deixando as dúvidas e vou passar outro domingo
agradável e conhecer novos e rever os antigos amigos.
Assim, como todos os
domingos dia dos encontros, nesse questionamento a ansiedade obsessiva de escapar
para dentro das possibilidades positivas se faz presente. Na morosidade dos
gestos, chego ao ponto do ônibus sem dificuldade e, em seguida, duas baldeações
de metrô me encontro no espaço Nis e, sou recebido com atenção e carinho. E
mais uma vez percebo o esmero e cuidado e amor na preparação e recepção aos que
chegam. Alguns a primeira vez, outros a segunda e, também os assíduos
frequentadores. Vejo que estou me encaixando nesse último item. Noto presenças
ausentes e ausentes presenças, não vou citar nomes para não cair em erro
desagradáveis. Com seu charme e beleza, na ausência de Mariane, Aline inicia o
encontro anunciando o quântico compositor e cantor João Cássio preparando o
ambiente e os presentes numa meditação proporcionando a todos a se conectar uns
aos outros e ao Todo. E é nesse momento que o eu se desloca do eu que sou se
unindo aos eus momentos de todos eus.
E assim que todos se
deixam unir num só, Aline anuncia o Estudo do livro Mentes in-formadas, do
Hélio Couto, que na voz suave da Coach Quântica Adriana Alves nos explica, numa
aula impecável, diversos itens esclarecendo ainda mais quem leu e incentivando quem
não leu a ler, e quando percebemos somos transportados para o intervalo para
café.
E é nessa hora que
notamos o esmero e cuidado do grupo em deixar todos a vontade e confortável,
pois é o momento descontraído do encontro, onde podemos interagir uns aos
outros, saboreando um delicioso café. Na minha inoportuna distração, noto
pessoas tomando café com leite e, quando vou a procura do café com leite já
tinha acabado e ao ouvir elogios sobre um chá, percebo, se não estou enganado
que o café com leite que eu procurava era o chá. Apesar do frio e garoa,
ninguém se importou com a temperatura.
Neste dizeres, em
que procurei, ou melhor, em que achei que deveria dar um enfoque diferente a
crônica, acho que pulei um item indo diretamente ao final.
Este item foi a
atividade proposta pela Adriana, entregando um papel e uma caneta a todos para
que escrevessem, como se fosse uma carta à uma pessoa querida, relatando seus
desejos futuros. Foi nesse momento em que constatei a força negativa que me
dominou a parte da manhã. Com a caneta e o papel a mão, não consegui escrever
nada. Meus desejos? Não sei, será que não tenho? Por exemplo, viajar. Não me
preocupo em viajar, conhecer lugares, Paris, Luxemburgo, Alemanha ou Itália ou
mesmo Índia ou Japão. Não tenho curiosidade. Casa, carro, apartamento também
não me interessa, não necessito de nenhum deles. Cheguei à conclusão que o que
tenho já me satisfaz, me contenta, não sou um cara luxuoso, que gosta de roupas
de marca, sapatos bonitos, tendo uma roupa e um sapato confortável já me basta.
Talvez, o que pudesse desejar seria dinheiro, mas não para mim, para ajudar
outros, os necessitados. Mas para isso terei que quebrar meus paradigmas, sair
dessa zona em que estou, é o que negatividade me mostrou ao acordar. Não estou
preparado para a ser um iluminado, não estou preparado a expandir meus
conhecimentos e muito menos a consciência, se acontecer será um ato
involuntário, será um ápice de um dia para outro e, não lentamente, isto
porque, parece-me que continuo e continuarei sempre o mesmo. Creio que depois
de muitas reencarnações alcançarei algo. Não sei.
Na segunda parte,
depois do delicioso café, aconteceu o esperado, creio que pela maioria dos
presentes a palestra da Olene Vilela (Maat Menkeru) sobre O que são Arquétipos
e sua fascinante influência em nossas vidas. É um assunto muito abrangente para
ser dito em poucas horas que tínhamos. Mesmo assim com um vasto material Maat
conseguiu revelar e apresentar vários arquétipos que influencia nossas vidas. Olene
na sua sagacidade suave, com voz amena respondeu às perguntas que, mesmo assim,
muitos ficaram com dúvidas que Maat se disponibilizou a responder via WhatsApp.
E como acontece em
todos os encontros, o término é fechado com chave de ouro musical que, nesse
teve a participação do conhecido compositor quântico poeta cantor João Cássio,
brindando com sua voz várias composições suas e inclusive a famosa Rosas do
Deserto.
E assim foi mais um
encontro. Grato a todos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário