Aqui estou, depois de duas horas, ao ligar o
note, e esperar a lentidão dele, digitar senha, aparecer os ícones e tudo mais,
estou aqui e aqui ficarei, quer dizer, estou aqui numa tentativa em continuar
uma coisa que acho que já está esgotado, mas meus dedos sentem comichão e
então, por isso estou aqui e aqui... para com isso, escrevendo, continuando o
meu diário de um sentir, diário que escrevia no ônibus, no trajeto de casa até
o trabalho e do trabalho até em casa, numa agenda e depois reescrevendo,
aparando, acrescentando, tirando as arestas passava para um caderno e do
caderno para o Word, e o que vou escrever aqui agora, bom, talvez dizendo que
são precisamente quatro horas e trinta do dia nove de janeiro de dois mil e
vinte, caralho, dois mil e vinte, vinte e vinte, passa o tempo, clichê idiota
dizer isso, e que estou com fones de ouvidos, aqueles minúsculos que mais
parecem azeitonas pretas e ouvindo Philiph Glass, Akenathen, primeira obra que
me levou a gostar da música minimalista, e, o que mais, não sei, vamos deixar
para outro dia...
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