domingo, 26 de janeiro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.430(2020)


Doze horas e cinquenta e três minutos. O sono me pega. Os olhos cheios de lágrimas dão impressão de que estou chorando. Rua Vergueiro. Prevent Senior a espera da doutora. Foi almoçar. Esta para chegar. Como sempre o vai e vem é intenso, corpos decrépitos em busca de salvação, doentes idosos acompanhados ou não na espera de algo. Milagre? Já foi o tempo deles, agora é encarar a realidade. Querem prolongar em mais uns dias, meses ou anos, a vida. Querem vencer o tédio da velhice, querem esquecer o que os atormenta, sem saber que a cura não está na matéria, nos remédios, no aval médico, mas sim, na mente, doença não existe acreditem nisso. Precisam expulsar sentimentos, pensamentos negativos da vida. Extirpar a negatividade dos olhos que projetam isto ou aquilo que os incomoda. Treze horas e vinte minutos. A doutora talvez esteja chegando. Cada cabeça, cada olhar traz em uma história, uma dúvida, uma pergunta: até quando ficarei aqui? Todas têm seu caminho traçado, todos personagens do imenso teatro da vida. Uns pequenos nos seus papéis, outros insignificantes, outros ainda meros coadjuvantes, mas todos compenetrados em seus papéis prisão. É isso, não é?

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