segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

São Sá Longuinho


Estávamos no teatro. Eu e minha filha. Queria ver Os Saltimbancos. O teatro parecia cinema do que propriamente teatro. Era ao ar livre. O estranho que seu aspecto era de ruína, isto é, estava em ruína com pilares cheios de musgo, paredes caídas, pela metade, tinha a aparência dos monumentos romanos em ruína. Mas para minha filha isso pouco importava. Procurava um lugar legal para ficarmos, mas as únicas cadeiras vazias ficavam atrás de pilares e arbustos. De repente um sujeito falou:
- Se pedir cachaça é homem.
Olhei para ele e mentalmente disse:
- Idiota.
Nisso, olho para os lados não vejo minha filha. Desesperado chamei:
- Caroline!
Gritei mais alto
- Caroline!
Nada. Não me respondeu. Andei para um lado, fui para outro e nada da minha filha. Berrei.
- Caroline!
Aí eu disse:
- São Sá Longuinho, ajude a achar minha filha que dou três pulinhos.
Acordei dando os três pulinhos no meio do quarto.

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