- Se você acha que
não podemos viver dessa maneira...
- E como seria
vivermos dessa maneira?
- Bem... não sei...
eu invisível... só você me vendo... sei lá.
- É. Boa resposta,
sei lá.
- E o que gostaria
que eu falasse?
- Talvez, uma
solução disso tudo, que você caiu aqui para me ajudar, para abrir meus os
olhos, para vivenciar algo desconhecido...
- Talvez...
- Talvez o que?
- Olha vamos
concordar com uma coisa.
- Que coisa.
- Primeiro: não
tenho culpa nenhuma de estarmos passando por isso.
- Eu também não.
- E segundo: pare de
berrar como se a culpa fosse minha ou a sua. Vamos aceitar numa boa, pensar e
quem sabe acharemos uma solução.
- Está bem.
Desculpe.
Ficamos um bom tempo
em silêncio. Olhando a parede do quarto me indagava no por que de tudo isso e
no que daria tudo isso e, ao virar a cabeça para o lado dele, vejo que eu não
estou mais no quarto. Será que eu voltei para o meu lugar e vou poder continuar
minha vida de sempre? Caralho, o que está acontecendo? Estou enlouquecendo? Bom
nada de entrar em pânico. Vou dormir que amanhã será outro dia. E foi o que
aconteceu, dormi feito pedra, acho que foi o meu melhor sono da minha vida, no
entanto no dia seguinte...
Acordo comigo
abraçado ao meu corpo. Percebo que estou dormindo num sono gostoso e, para não
me acordar, devagar, tiro meu braço do meu corpo e saio da cama. Em pé olho
para mim e me vejo descoberto e nu. Fico um tempo me apreciando e me
sobressalto ao me ver olhando para mim.
- O que foi? Nunca
se viu nu?
- Sim... Não... Quer
dizer já, mas através do espelho e não dessa maneira.
- Que maneira.
- Ah! Sei lá. Eu
aqui e eu aí, você entende o que quero dizer.
- Sim, acho que
entendo. Volta para a cama, ainda é cedo. Está frio.
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