Passava das trezes horas e quinze minutos.
O ônibus demorava.
O pessoal se impacientava.
Ele procurava acalmar as netas inquietas.
- Vô prende meu cabelo num coque. – pediu a
Manoela.
Paciente prendeu o cabelo da neta.
- O que está fazendo, Manoela.
- Pegando um lápis, vô.
- Para que?
- Vou ser chinesa.
- Chinesa?
- É vô.
E pegando o lápis enfiou no cabelo,
precisamente no coque.
- Pronto, vô. Sou uma chinesa.
- Tá certo, Manoela.
Virando para a Eduarda, ela disse:
- Eduarda, prende o cabelo, vira chinesa assim
você pode ir pra China.
- Não quero. – respondeu a irmã.
- Isso mesmo, vamos para China, até que fim
está vindo o ônibus.
E assim, embarcamos todos para a China.
Nenhum comentário:
Postar um comentário