Estava onde deveria estar? Ou era apenas uma
singularidade inofensiva onde estava ou onde deveria estar. Não sabia
distinguir uma coisa da outra. Chovia. O mundo era molhado pela chuva, tudo e
todas se molhavam sem ter uma chance de
se esconderem, uns prevenidos abriam seus guardas chuvas que protegiam apenas a
cabeça e parte do corpo, no entanto as pernas e sapatos ficavam encharcados,
outros, poucos cuidadosos, chegavam a ter uma parte das costas molhadas. E os
desprevenidos, com que se protegiam? Corriam a procuram de brigo, alguma porta
de loja, ponto de ônibus ou colocavam algo que achassem fosse protegê-los
caderno, papel, sacos plásticos e uns infindáveis de coisas inúteis que de nada
valiam. Ele como sempre, não se importava se molhasse ou não, pois não estava
ali, estava em outro lugar, por isso não corria e nem se protegia, deixava-se
molhar. Também não diminuía os passos, continuava como vinha. Olhavam
curiosamente sua figura magra, alta, cabelos pretos, longos, braços pendentes
ao lado do corpo de uma maneira entregue ao conforto de serem membros
superiores, pernas finas que terminavam nos pés decididos de suas passadas.
Assim, ele era e, assim deveria ser. Achava-se certo, disse a si mesmo ao
olhar-se no espelho.
terça-feira, 10 de março de 2020
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