segunda-feira, 9 de março de 2020

Tomar no cu


Depois de muito tempo, com a desculpa de levar meu livro, fui à casa do ex. Bati palma e quem me atendeu foi a mãe.
— Pois não o que deseja?
— A senhora não está me reconhecendo?
— Não. Quem é você?
— Sou o Ronaldo.
— Nossa! Como está diferente.
— É a barba.
— Está mais bonito.
— Obrigado.
— Sumiu, não apareceu mais, o que houve?
— É uma longa história, depois conto para a senhora.
— Quero ouvir.
— O Marcus está?
— Vou chamá-lo.
E do portão gritou o nome do filho.
— O que foi mãe?
— Veja quem veio te ver.
Marcus me reconheceu na hora.
— O que você está fazendo aqui?
— Já que você não foi ao lançamento, vim trazer meu livro para você.
— Obrigado.
Nisso na porta da sala aparece um rapaz.
— Quem é, Marcus?
— Não é de seu interesse, responde Marcus.
— Ah! Seu ex.
Se dirigindo a mim:
— Ele fala sempre em você.
— Seu bocudo, tá na hora de ir embora.
— Ok, estou indo. Tchau lindos.
— Bem que desconfiei da tua mensagem.
— Que mensagem?
— O que sentia por você não sinto mais.
— Vai tomar no cu.
— Agora? Se for agora você terá que ir junto.
— Ahn! Por quê?
— Porque dedo, consolo e pênis de borracha não me satisfazem mais.
— O veado, respeita minha mãe.
A mãe dele caiu na gargalhada.
— Vamos tomar uma, disse ele me abraçando.
Dez minutos depois saímos para comemorar a reconciliação.

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