Contos surrealistas 150
caça
vozes sucumbem no silêncio
de palavras não
proferidas
abstratos fonemas versejam
entre perdidos seres
sílabas ditas aqui e ali
ricocheteiam nos olhos
mortiços da noite
entre as luzes procura-se
a forma que combina
ao atrativo físico
e
entre um gole e outro
na espuma da solidão
o vazio de ser só
preenche o vazio
de só ser
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