O ato
Teatro cheio. A plateia não tirava os olhos,
principalmente do sujeito magro que no centro do palco fazia gestos lentos e
mirabolantes.
Confiante de suas habilidades regia a atenção de todos
com a maior facilidade levando-os a olhar ora para uma direção, ora para outra
quando de repente, todos desapareceram, o teatro ficou vazio, a cortina caiu
silenciosamente.
Ninguém mais viu ou soube do paradeiro daquelas
pessoas e, um sujeito magro entrou em seu carro alçando voo para o espaço
sideral.
No painel do carro surgiu uma frase: mais um ato
finalizado a contento.
E um dedo fino apertou o botão: enviar.
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