sexta-feira, 17 de abril de 2020

Contos surrealistas 157


O ato

Teatro cheio. A plateia não tirava os olhos, principalmente do sujeito magro que no centro do palco fazia gestos lentos e mirabolantes.
Confiante de suas habilidades regia a atenção de todos com a maior facilidade levando-os a olhar ora para uma direção, ora para outra quando de repente, todos desapareceram, o teatro ficou vazio, a cortina caiu silenciosamente.
Ninguém mais viu ou soube do paradeiro daquelas pessoas e, um sujeito magro entrou em seu carro alçando voo para o espaço sideral.
No painel do carro surgiu uma frase: mais um ato finalizado a contento.
E um dedo fino apertou o botão: enviar.

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