quarta-feira, 27 de maio de 2020

A borboleta.


                                   O domingo amanhecera frio. Tinha aberto as portas e a janela da sala, mas resolveu fechá-las por causa do vento frio. Ligou o som e deixou se levar pela música. Em passadas curtas ia e vinha de uma parede a outra deixando a melodia invadir a alma, quando ao chegar perto da janela viu uma borboleta voando de uma flor a outra no jardim. Dali a pouco ela pousou no vidro fechado. Devagar abriu a janela e a borboleta invadiu a sala dando um giro de reconhecimento. Chegou perto dele, e pousou em seu ombro esquerdo. Por uns minutos ficou quieta. Ele prendeu a respiração, queria prolongar os instantes mágicos, mas como tudo não pode ser para sempre, a borboleta levantou voo e saiu pela janela aberta. Vendo-a desaparecer entre as flores, fechou a janela e se deitou na poltrona adormecendo logo em seguida.
                        Do aparelho de som a música suave completou a cena.

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