O domingo amanhecera frio. Tinha
aberto as portas e a janela da sala, mas resolveu fechá-las por causa do vento
frio. Ligou o som e deixou se levar pela música. Em passadas curtas ia e vinha
de uma parede a outra deixando a melodia invadir a alma, quando ao chegar perto
da janela viu uma borboleta voando de uma flor a outra no jardim. Dali a pouco
ela pousou no vidro fechado. Devagar abriu a janela e a borboleta invadiu a
sala dando um giro de reconhecimento. Chegou perto dele, e pousou em seu ombro
esquerdo. Por uns minutos ficou quieta. Ele prendeu a respiração, queria
prolongar os instantes mágicos, mas como tudo não pode ser para sempre, a
borboleta levantou voo e saiu pela janela aberta. Vendo-a desaparecer entre as
flores, fechou a janela e se deitou na poltrona adormecendo logo em seguida.
Do aparelho de som a música suave completou a
cena.
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