terça-feira, 26 de maio de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.446(2020)


                        As seis regras do O milagre da manhã.


                        Vamos lá, mais um dia de regras. Mais um dia de frio. Um frio maior que o de ontem? Não, talvez não. Ontem praticamente não fiz nada. Por ser domingo? Não, pois para mim, aposentado se o dia é domingo, segunda, terça ou o dia que seja, não tem fundamento nenhum, pouco me importa, principalmente neste confinamento. Se não houvesse o confinamento, talvez me importasse mais, isto porque, eu desejaria estar em casa, desejaria e lutaria para estar domingo e sábado em casa. Não ficaria muito tempo sem ouvir música, sem desenhar, se fazer coisas que para mim, pode não ser urgência, e não é, mas que me faz seguir adiante, um passo de cada vez, um instante após o outro me imprimindo na vida, no mundo, nas pessoas que a mim se sentem queridas. Nesses minutos marcados pelo relógio do celular é impossível conectar as ideias no sentimento de capturar e sentir as palavras. No entanto os dedos ao comando da mente, digitam palavras seguidamente como seguidamente é um dia atrás do outro. Mecanicamente, isso é o que os dedos fazem, agem mecanicamente. Não sei em que sentido isso me levará, em que proporção caminharei...
                        É isso aí.

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