sexta-feira, 12 de junho de 2020

Contos surrealistas 145


Jacqueline

Jacqueline morreu. Estava linda no vestido curto de cor vermelha. Nos lábios tinha o sorriso das estrelas iluminando a quadra de ensaio. Nos olhos o brilho da vida espargia a doçura de Jacqueline. Todos a admiravam, sua gentileza transbordava pelos poros sempre dando a atenção sem pedir nada. Sua bondade trazia a marca do amor no peito.
 Mas, Otacílio invejoso nos seus noventa quilos de rudeza, e um metro e oitenta de negritude, não gostava de ver Jacqueline dançando nos ensaios da escola. Picando o ciúme na ponta da faca, Otacílio deixou-se encarquilhar pelo ódio. Imprimiu força redobrada a faca que penetrou duas vezes em Jacqueline que, sorrindo caiu no chão da quadra.
 Nunca mais apareceu outra como Jacqueline.

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