Jacqueline
Jacqueline morreu. Estava linda no vestido curto de
cor vermelha. Nos lábios tinha o sorriso das estrelas iluminando a quadra de
ensaio. Nos olhos o brilho da vida espargia a doçura de Jacqueline. Todos a
admiravam, sua gentileza transbordava pelos poros sempre dando a atenção sem
pedir nada. Sua bondade trazia a marca do amor no peito.
Mas, Otacílio
invejoso nos seus noventa quilos de rudeza, e um metro e oitenta de negritude,
não gostava de ver Jacqueline dançando nos ensaios da escola. Picando o ciúme na
ponta da faca, Otacílio deixou-se encarquilhar pelo ódio. Imprimiu força
redobrada a faca que penetrou duas vezes em Jacqueline que, sorrindo caiu no
chão da quadra.
Nunca mais
apareceu outra como Jacqueline.
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