quarta-feira, 15 de julho de 2020

Contos surrealistas 129


Ilha Comprida

Angustiava-se sem pretender alcançar a mágoa. Esta reinava nos galhos, folhas e árvores que balançava toda indignação do momento.
Não sabia como agir. Era a primeira vez. Desconhecia os atos da casa, os estalos dos móveis, a rigidez da mesa, do armário, dos espaços vazios...
Interrompeu o silêncio para que o pensamento reinasse livre de interferência. Sonhou na tristeza dos lençóis a ausência de alguém.
Sorriu alegre, voltou ao que era.
Sorriu contente por estar naquele momento apreciando a imobilidade do tempo.
Rezou para que o instante ficasse dentro dele, dentro da carne enfraquecida pela dor de viver a liberdade da cura numa perfeita harmonia de lembranças futuras.

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