Acordou
cedo. Deu bom dia ao silencio do quarto. Sentou-se na cama com as solas dos pés
apoiadas no chão e agradeceu por mais um dia de descobertas e oportunidades. Se
trocou rapidamente e rapidamente colocou a blusa. Foi ao banheiro, deu uma
mijada, lavou o rosto, escovou os dentes e na cozinha tomou café com leite e
pão de forma. Assim iniciou mais um dia de prisioneiro, mais um dia em que terá
de olhar para essas paredes conhecidas, para o chão de ladrilhos frios, para a
cortina da sala, e para a eternidade dos objetos, pois eles ainda estarão aqui por
muito tempo quando ele for.
Mais
um dia para ter a oportunidade de se olhar para dentro e agradecer a companhia
de si mesmo em expandir a consciência e a mente. Em ter o eu a dialogar com
ele, em lhe expor os prós e contras dos sentimentos. Olhou para a esquerda da
situação e achou que o melhor mesmo seria ter uso da liberdade em entrar e sair
ou no caso, em sair e entrar. Tanto faz lhe diz o eu dele. Tanto faz como tanto
fez, era um ditado que a mãe de vez em quando repetia. Olhou para direita e
disse a si mesmo, vamos nos mexer que soldado parado não ganha soldo, outro
ditado da mãe. E assim se pôs a movimentar a carcaça e as ideias que aqui estão
impressas para serem lidas, assim se espera.
É
isso... ou, não é?
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