quinta-feira, 2 de julho de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.453(2020)


                 
                        Acordou cedo. Deu bom dia ao silencio do quarto. Sentou-se na cama com as solas dos pés apoiadas no chão e agradeceu por mais um dia de descobertas e oportunidades. Se trocou rapidamente e rapidamente colocou a blusa. Foi ao banheiro, deu uma mijada, lavou o rosto, escovou os dentes e na cozinha tomou café com leite e pão de forma. Assim iniciou mais um dia de prisioneiro, mais um dia em que terá de olhar para essas paredes conhecidas, para o chão de ladrilhos frios, para a cortina da sala, e para a eternidade dos objetos, pois eles ainda estarão aqui por muito tempo quando ele for.
                        Mais um dia para ter a oportunidade de se olhar para dentro e agradecer a companhia de si mesmo em expandir a consciência e a mente. Em ter o eu a dialogar com ele, em lhe expor os prós e contras dos sentimentos. Olhou para a esquerda da situação e achou que o melhor mesmo seria ter uso da liberdade em entrar e sair ou no caso, em sair e entrar. Tanto faz lhe diz o eu dele. Tanto faz como tanto fez, era um ditado que a mãe de vez em quando repetia. Olhou para direita e disse a si mesmo, vamos nos mexer que soldado parado não ganha soldo, outro ditado da mãe. E assim se pôs a movimentar a carcaça e as ideias que aqui estão impressas para serem lidas, assim se espera.
                        É isso... ou, não é?

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