Bom
dia a quem posso estar lendo estas palavras. Mais um dia de confinamento, mais
um dia entre paredes velhas conhecidas que já sei todas as reentrâncias e
saliências da sua rugosidade. Mais uma manhã de oportunidades no avanço da vida
em descobertas já feitas e não feitas. Dia murcho, apagado, silencioso,
estranho na concepção em senti-lo como tal. Escrevo rapidamente como as
palavras à mente me vem em desabalada na ânsia de serem impressas nessa tela
branca. Palavras que não trazem todo o teor que elas possam expressar, não
traduzem todo o sentimento em seus símbolos, falta-lhes algo, conteúdo do que
dizem serem. Não há nelas sentimento verdadeiros, o sentimento daquele que, com
ajuda dos dedos, fixa-as aqui e que leitores ao lerem nem imaginam o que elas
possam dizer seriamente. Pois, a experiência nunca vai ser igual. A que eu
passo será diferente da que você passa, mesmo que faça tudo idêntico. Assim é a
vida, assim é a humanidade queira ou não se queira.
É
isso... ou não
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