terça-feira, 1 de setembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.483(2020)


     

            Bom dia.

            Percorro o silêncio da palavra que está na palavra do silencio. E me direciono todos os dias numa inquietação de querer o intangível. E nesse querer parado fico sem saber o que fazer. Isso me torna cada vez pior, me torna um impotente diante dos desejos. Crio uma fraqueza me debilitando os movimentos. Chego ao ponto de querer a solidez de uma estátua, a frieza dos punhais, o perigo de sentir o quente sangue escorrer na pele enregelada. E no entanto, sorrio e vivo cada dia o impossível.

            É isso... ou, não?

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