Bom
dia.
O
dia amanheceu sendo dia mesmo. Barulhento, martelo pregando não sei o que,
serras serrando algo, motor zunindo sua potência, latidos de cachorros, palmas
em algum portão, sons que caracterizam o dia como dia. E a humanidade continua
no seu giro de sempre com a individualidade estampada nos gestos diários. Somos
o que somos, indivíduos que nos preocupamos com o que nos acontece
esquecendo-nos que não somos só nós que estamos nessa vida. Esquecendo-nos que
somos apenas onda e não matéria, que somos irmãos, se você sofre eu também
sofro, se você passa fome eu também passarei fome, mas quem quer saber disso.
Eu quero saber da minha vida tão somente, é o que dizem os rostos estampados
nas filigranas da vida.
É
isso... ou, não é?
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