sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.594(2020)

         

            Não estou onde poderia ou deveria estar

            Não estou não é porque não quero, talvez

            Não estou por algum fato desconhecido

            E que me leva a indagar se isso é valido

            Se é possível acontecer esse querer

            E esse viver na embriagues dos teus

Passos que me conduz apenas a ser

 

            Ah! essa enorme vontade em penetrar

            No seu cinza dos teus olhos fulgurantes

            Me perder no brilho do teu pardo olhar

            E os dedos em teus pelos eletrizantes

            Num ato de prazer e dor te acariciar

 

            Não estou onde deveria, no entanto,

            O estar ou não estar não é relevante

            O meu amor é sublime e constante

Sobrevivera à fúria e a paixão enquanto

Em meu coração houver a consciência

De que somos feitos um para o outro

Nesta luta pela eterna sobrevivência.

 

É isso... ou, não é?

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