sábado, 26 de dezembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.595(2020)

                   

                                    Consciência.

          

          Meus olhos tremem de terror, minha boca tenta expressar a dor, meus ouvidos se abrem aos gemidos e, numa comoção sem tamanho, se encolhe perdido, destroçado, angustiado sem acreditar no que aconteceu.

                        Meus olhos vibram de lágrimas, minha boca treme de raiva, meus ouvidos doem aos gritos e, clamam vingança e justiça onde justiça é brinquedo na mão de inúteis e incompetentes.

                        Meu corpo acuado chora feito poeta desnorteado nas palavras que lhe fogem, assim como morre o fraco imobilizado.

                        Minha alma morena dá as mãos aos desvalidos e numa só voz reza doçura e consola os que ficaram.

                        Minha dignidade se enegrece e beija o chão onde tu, meu amigo, caiu pela supremacia branca dos inúteis e fétidos humanos.

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