Consciência.
Meus olhos tremem de terror, minha
boca tenta expressar a dor, meus ouvidos se abrem aos gemidos e, numa comoção
sem tamanho, se encolhe perdido, destroçado, angustiado sem acreditar no que
aconteceu.
Meus
olhos vibram de lágrimas, minha boca treme de raiva, meus ouvidos doem aos
gritos e, clamam vingança e justiça onde justiça é brinquedo na mão de inúteis
e incompetentes.
Meu
corpo acuado chora feito poeta desnorteado nas palavras que lhe fogem, assim
como morre o fraco imobilizado.
Minha
alma morena dá as mãos aos desvalidos e numa só voz reza doçura e consola os
que ficaram.
Minha
dignidade se enegrece e beija o chão onde tu, meu amigo, caiu pela supremacia
branca dos inúteis e fétidos humanos.
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