Dia vinte e cinco de janeiro.
Aniversário de São Paulo. Quantos anos? Sei lá. Deveria saber, não é? Para quem
quer ser e se diz escritor tem que estar se informado de tudo, não é? Então!
Então o que? E já vem você conversar comigo. Ué, não posso? Até pode, mas não
quero ser taxado de louco que fala sozinho. Ah! meu amigo, isso não acontece
somente com você, acontece com todos, principalmente os que moram sozinhos,
conversam consigo próprio. O ruim é que você responde o que eu quero ouvir. Mas
se esforça para que eu não responda ao que você quer ouvir, me coloca na pele
de outra pessoa, de uma personagem que gostaria que eu fosse. Bem você já sabe
qual seria essa pessoa personagem, né. Sim, sei, tudo bem, até pode ser, o
único problema é que você terá que me por na pele, nos sentimentos dessa pessoa
personagem, terá que responder imaginando-a a sua frente, como real, entende.
Sim entendo. Espero que consiga. Poderei até dar um nome. Mas se você vai
colocar essa pessoa personagem a quem imagino que seja, ela já tem nome. Sim, é
verdade, não posso chamá-la pelo nome verdadeiro, entende? Não, não entendo, e
por que não pode chamá-la pelo nome verdadeiro? Primeiramente ela não gostará,
nem responde minhas mensagens e nem conversa comigo, então já viu né. Sei,
inventa um nome então, faça uma epigrama, você é bom nisso. Deixe pensar...
É isso...
ou, não é?
Nenhum comentário:
Postar um comentário