Indecisa parou a porta do banco atrapalhando quem queria sair ou entrar. Por instantes, olhou para a direita e depois para a esquerda. Em seguida como se levasse um choque ou um espetada de alguma agulha invisível, se pôs a correr desviando das pessoas. Instantes depois, um homem saiu do banco correndo na direção da mulher, dava a impressão que a perseguia. Com dificuldade ia desviando das pessoas as vezes sem evitar trombar com algumas. Nisso ouviu-se uma freada brusca e um grito de mulher. Ele parou, teve a noção que não precisaria correr mais. E lentamente chegou aonde à mulher fora atropelada. Esparramada no chão, com sangue escorrendo pela boca, a bolsa um pouco distante do corpo, ele se agachou, beijou-a nos lábios, pegou a bolsa e levantando-se entrou na Rua Direita. Supreendentemente sentia-se leve, poderia dizer até contente, sorriu, ficou com vontade até de cantar, mas seu desejo foi interrompido por dois policiais que apareceram a sua frente e o algemaram levando-o preso.
É
isso... ou, não é?
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