domingo, 2 de maio de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.668(2021)

           

            Me encontrava na situação em que o corpo pairava no vazio que dentro da alma flanava como espécie de desprezo humano que afinal, pudesse ou viesse a sentir-se frustrado. Não me ocorria nada além de ficar sentado no tosco banquinho se encharcando de cerveja. Estava a fim de pôr longo tempo ficar ali vendo a plebe no frenesi das noites de sextas-feiras. Já consumira mais de cinco garrafas, meus olhos cansados vagueavam pelos corpos estranhos em vestimentas esquisitas. Cabeças com cabelos raspados, pretos, verdes ou cortes nada comum conduziam vozes ora se agitavam ardentemente e ora se suavizavam na calma das palavras menos ásperas. O burburinho enchia o ambiente numa luta contra a música da vitrola automática com suas letras bizarras.

            É isso... ou, não é?

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