Me
encontrava na situação em que o corpo pairava no vazio que dentro da alma flanava
como espécie de desprezo humano que afinal, pudesse ou viesse a sentir-se
frustrado. Não me ocorria nada além de ficar sentado no tosco banquinho se
encharcando de cerveja. Estava a fim de pôr longo tempo ficar ali vendo a plebe
no frenesi das noites de sextas-feiras. Já consumira mais de cinco garrafas,
meus olhos cansados vagueavam pelos corpos estranhos em vestimentas esquisitas.
Cabeças com cabelos raspados, pretos, verdes ou cortes nada comum conduziam
vozes ora se agitavam ardentemente e ora se suavizavam na calma das palavras
menos ásperas. O burburinho enchia o ambiente numa luta contra a música da
vitrola automática com suas letras bizarras.
É
isso... ou, não é?
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