Silencio
na madrugada. Silencio de vozes, de passos, de perdidos em suas sombras
melancólicas. Silencio envolvido pelo ronco da geladeira, pelo lampejar das
lâmpadas iluminando objetos mortos, dos longínquos carros em suas voltas no
eixo de si mesmo. E eu nesse silencio despreocupado como zumbi ensandecido no
querer comer o próprio cérebro em azeite superquente. Sou o ser que sou e nada
sou não querendo ser o ser que sou. E esse ser que sou se endurece na própria
pureza de ser enfadonho, mesquinho, egoísta, narcisista e outras merdas que se
envergonha de expressar. Carrega nos ombros todo o problema individual de não
ser correspondido. Essa atitude o deixa empobrecido de atos e palavras fracas
de energia corroendo o seu íntimo, é melhor dormir no sossego de não ter você
ainda comigo.
É
isso... ou, não é?
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