Sinopse:
Dois
rapazes trabalham na mesma empresa, em departamentos diferentes. Um tem vinte e
oito anos e o outro tem trinta e cinco anos. Não tem intimidades, isto é, não
são chegados, não são amigos, apenas se cumprimentam ao se cruzarem pelos
corredores da firma.
O rapaz de vinte e oito
anos está sempre sozinho, não se envolve com os amigos do departamento, tímido,
super envergonhado, tem aspiração em ser escritor, não gosta de falar em
público, trabalhador, vive sozinho, se veste bem, sempre se pode vê-lo as sextas
feiras bebendo sua cerveja no bar restaurante que frequenta lendo algum livro
ou escrevendo.
O de trinta e cinco
anos é o oposto, extrovertido, brincalhão, tem fama de mulherengo, estudante de
música, já fez teatro amador, mora com os pais, já foi casado, divorciado, sem
filhos, as sextas feiras com os amigos curtem a noite, e se diz apaixonado pela
vida e pela música.
Nunca se encontraram,
nunca se conversaram, nunca saíram juntos para curtir a noite, apenas um bom
dia ou olá pelos corredores da empresa. O rapaz de vinte e oito vive escrevendo
e mostra aos amigos e um desses escritos, sem saber como, foi parar nas mãos do
rapaz de trinta e oito, que ao ler gostou do texto e foi procurá-lo, queria
escrever uma música baseado no que escrevera. Conversaram, se acertaram e o de
trinta e oito prometeu escrever a canção. Passaram se anos, talvez dois ou
três, tinham até esquecido um do outro, quando uma manhã o de trinta e oito lhe
entregou um cd com a música que dissera. O rapaz de vinte e cinco agradeceu,
ouviu, gostou imensamente, e escreveu um outro texto como agradecimento. E
voltaram cada um para os seus afazeres e continuaram com apenas os comprimentos
formais pelos corredores da firma.
Tempos depois, o de
vinte e oito que nessa altura já não tem mais vinte e oito, mas deixemos para
lá, se desliga da firma. E num dado momento, sem saber como aconteceu, começa a
conversar com o de trinta e oito que, também nessa altura não tem mais trinta e
oito, mas deixemos para lá esse item, e trocam mensagens via WhatsApp. E nessa
de conversa aqui e conversa ali, o de trinta e oito que já não tem mais essa
idade, em suas andanças pelo mundo a procura de encontrar a si mesmo, descobre
que seu mundo, o se encontrar a si mesmo é o rapaz de vinte e oito anos, que
mesmo sem saber o porquê ele é a paz que sempre procurou pelas andanças que
fizera. E agora era descobrir o que o outro pensava sobre isso, se ele dissesse
sim, maravilha, se ele dissesse não, maravilha também, fosse qual fosse o que o
outro lhe diria, ele se sentiria feliz, pois descobrira o que sempre procurava.
É isso... ou, não é?
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