O
atraso não era muito, porém para ele estava à espera mais de três horas. E com
isso sua angústia o fazia andar de um lado para o outro, subir e descer escada,
sair e entrar no aeroporto várias vezes. Apesar da confiança que a voz dele lhe
trouxera, criava uma expectativa incrédula que o deixava inseguro a ponto de pensar
em ir embora. Se segurou nos cafés. Quantos? Não sabia quantos foram. “Preciso
te ver e conversar contigo”, foi o que disse da última vez em que se falaram. O
que? Ainda tinham o que conversar? O que seria, merda! Depois que se falaram
mil vezes nas mensagens que mandaram um para o outro! Vou embora, disse
novamente. Deixa-lo na mão e ao mesmo tempo achava que deveria ficar.
Consultava o painel. Que merda esse avião que não chega. Se acontecesse algo e
ele fosse obrigado a voltar para casa? Que o voo fosse cancelado, perdera o
avião, que o carro quebrara, qualquer coisa, droga como demora! Consultava e
constatava a todo momento novas mensagens que não chegavam. Apesar dos cafés
estava apelando para a cerveja, quem sabe o álcool o deixaria mais calmo. Se dirigiu
ao bar.
É
isso... ou, não é?
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