domingo, 23 de maio de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.678(2021)

       

            O atraso não era muito, porém para ele estava à espera mais de três horas. E com isso sua angústia o fazia andar de um lado para o outro, subir e descer escada, sair e entrar no aeroporto várias vezes. Apesar da confiança que a voz dele lhe trouxera, criava uma expectativa incrédula que o deixava inseguro a ponto de pensar em ir embora. Se segurou nos cafés. Quantos? Não sabia quantos foram. “Preciso te ver e conversar contigo”, foi o que disse da última vez em que se falaram. O que? Ainda tinham o que conversar? O que seria, merda! Depois que se falaram mil vezes nas mensagens que mandaram um para o outro! Vou embora, disse novamente. Deixa-lo na mão e ao mesmo tempo achava que deveria ficar. Consultava o painel. Que merda esse avião que não chega. Se acontecesse algo e ele fosse obrigado a voltar para casa? Que o voo fosse cancelado, perdera o avião, que o carro quebrara, qualquer coisa, droga como demora! Consultava e constatava a todo momento novas mensagens que não chegavam. Apesar dos cafés estava apelando para a cerveja, quem sabe o álcool o deixaria mais calmo. Se dirigiu ao bar.

            É isso... ou, não é?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vazia.

                                            Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...