Absurdo.
A farsa se apresentava no papel direitinho com todas
as letras, palavras, vírgulas, ponto, dois pontos, reticências, colchetes,
parênteses como mandava o figurino.
Todos tinham na ponta da língua a sua deixa para
entrar e, todos entrariam confiantes sem medo de errar.
Mas eis que o vento varreu as folhas, dispersou as
letras, misturou as palavras, vírgulas e pontos saíram dos seus lugares e,
ninguém mais entendeu a farsa.
Uns condenavam o corretor ortográfico que
enlouquecera, outros acusaram o Sr. Aurélio que, defasado, não ensinava mais
nada, era apenas um aglomerado de signos absurdos, e outros ainda, gritavam que
era o sistema.
Como ninguém entendia ninguém, as escolas foram fechadas, e a profissão de professor foi extinta.
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