terça-feira, 15 de junho de 2021

Contos surrealistas 48

Absurdo.

 

A farsa se apresentava no papel direitinho com todas as letras, palavras, vírgulas, ponto, dois pontos, reticências, colchetes, parênteses como mandava o figurino.

Todos tinham na ponta da língua a sua deixa para entrar e, todos entrariam confiantes sem medo de errar.

Mas eis que o vento varreu as folhas, dispersou as letras, misturou as palavras, vírgulas e pontos saíram dos seus lugares e, ninguém mais entendeu a farsa.

Uns condenavam o corretor ortográfico que enlouquecera, outros acusaram o Sr. Aurélio que, defasado, não ensinava mais nada, era apenas um aglomerado de signos absurdos, e outros ainda, gritavam que era o sistema.

Como ninguém entendia ninguém, as escolas foram fechadas, e a profissão de professor foi extinta.

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