domingo, 13 de junho de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.688(2021)

           

            Ele com os dedos levantados acima do teclado ficou à espera. Ficou a espera até que os dois celulares tocaram o alerta para que fosse tomar o remédio. Tirou os óculos colocando-os sobre a mesa ao lado do notebook e se levantou. Atravessou a sala e na cozinha em cima do armário pegou a caixa dos remédios. Por sinal dois remédios que tinha de tomar todos os dias. Ao abrir a caixa pensou o que sempre pensava nesses momentos. Os médicos devem ter alguma participação na venda de remédios, pois ele se sente bem, não sente nada e tem que tomar esses comprimidos. Bom vamos tomar, é prevenção seu Osvaldo eles dizem. Que assim seja, amém. Retirou os dois comprimidos da cartela, colocou um pouco de água no copo e empurrou os comprimidos goela abaixo. Pegou uma torrada do pacote aberto em cima da mesa e voltou para a sala e sentando-se novamente em frente ao notebook para escrever essas mal traçadas linhas ou palavras por não ter outras e se certificou que é uma merda ser cronista ter todos os dias assuntos para escrever sua crônica...

            É isso... ou, não é?

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