Três
anos depois João se casava com a babá e, dava aos filhos uma madrasta. Marli, a
ex-babá, definitivamente se incorporou no papel de mãe dando afeto e carinho
aos filhos de João. Aos vinte anos Juliano resolveu morar sozinho. Nada
justificou os apelos de João, da madrasta e da irmã. Ele tinha que sair daquela
casa e pronto. Juliana até o compreendia, também se sentia um peixe fora da
água, principalmente que dali a nove meses nasceria o seu meio-irmão. Assim
como o irmão sairia a correr o mundo, só não ia agora por não se sentir segura
das suas reais convicções. Portanto, foi com uma ponta de inveja e tristeza que
naquela tarde de sol, abraçou o irmão desejando-lhe sorte. Juliano deixou a
casa onde passara a infância entre festas e folguedos que no futuro fariam
partes das letras de suas músicas. Uma das primeiras providencias tomadas, foi
encontrar um empego e lugar para ficar. O emprego, depois de muitas andanças o
encontrou nos classificados dos jornais. E no assombro das novidades começou a
trabalhar, a principio timidamente, porém, devido a confiança em si mesmo e
tendo uma personalidade paciente e forte, logo estaria entre os amigos nos
hapy-hours das sextas-feiras.
É
isso... ou, não é?
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