quinta-feira, 3 de junho de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.683(2021)

           

            Três anos depois João se casava com a babá e, dava aos filhos uma madrasta. Marli, a ex-babá, definitivamente se incorporou no papel de mãe dando afeto e carinho aos filhos de João. Aos vinte anos Juliano resolveu morar sozinho. Nada justificou os apelos de João, da madrasta e da irmã. Ele tinha que sair daquela casa e pronto. Juliana até o compreendia, também se sentia um peixe fora da água, principalmente que dali a nove meses nasceria o seu meio-irmão. Assim como o irmão sairia a correr o mundo, só não ia agora por não se sentir segura das suas reais convicções. Portanto, foi com uma ponta de inveja e tristeza que naquela tarde de sol, abraçou o irmão desejando-lhe sorte. Juliano deixou a casa onde passara a infância entre festas e folguedos que no futuro fariam partes das letras de suas músicas. Uma das primeiras providencias tomadas, foi encontrar um empego e lugar para ficar. O emprego, depois de muitas andanças o encontrou nos classificados dos jornais. E no assombro das novidades começou a trabalhar, a principio timidamente, porém, devido a confiança em si mesmo e tendo uma personalidade paciente e forte, logo estaria entre os amigos nos hapy-hours das sextas-feiras. 

            É isso... ou, não é?

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