segunda-feira, 28 de junho de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.695(2021)

 

            Se inquieto estava não deixava transparecer. Seus movimentos lentos, pequenos, sutis imprimia aos gestos mínimas ações que ninguém notava. Sempre desejou e trabalhou para em qualquer lugar que fosse passar desapercebido, não ser notado. E em toda as etapas da vida o êxito foi completo. Se jubilava com as performances fosse onde fosse. Sugava o controle das emoções o máximo possível criando o contido, a não alegria. Não era de futilidade, tinha pavor do medíocre. E dessa maneira procurava viver intensamente, pois se fosse de outro jeito não seria viver. Por isso anotava os acontecimentos, tantos os banais como os extraordinários num delírio de desejos e prazeres. 

            É isso... ou, não é?

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