Entediado
por sobre os óculos via a movimentação na estação Penha do metrô. Poucas
pessoas, talvez por ser feriado, talvez por causa da pandemia, mesmo assim o
vai e vem era significativo. Tinha intenção em escrever num derramamento de
palavras sem pensar muito tempo nelas. Como fossem surgindo na sua mente
pulassem para o caderno numa informidade estética e imprescindível. As vezes
achava ter conseguido outras não, o importante é tentar sempre, todos os dias
se possível. Eram onze horas e três minutos quando desceu no Tatuapé, onde a
movimentação era maior devido ao complexo de shopping. Caminhou mais lento
possível e desceu a escada rolante. Como todos os dias, esperou o segundo
ônibus, tendo o trajeto curto não via necessidade de pressa, aliás coisa que
nunca teve.
É
isso... ou, não é?
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