Domingo,
seis horas e cinquenta minutos, deveria estar debaixo das cobertas enrolado no
cobertor sonhando sonhos futuros e não futuros, sonhos realizáveis e não
realizáveis e não aqui na frente dessa tela.
Segunda-feira,
vinte e duas horas e cinquenta e cinco minutos, procurando fazer alguma coisa
para matar a insônia, escrever, ler, ver um filme pornô, desenhar, tomar uma
caipirinha, fazer o que? escrever o que?
me vem à mente uma porrada de frases, algumas cabeludas. Ler o que? tenho
vários livros, mas nenhum me chama a atenção, mas tenho que ler. O Word grifou
duas palavras e vou reescrevê-las e ele vai grifá-las novamente: uma porrada. Na
primeira propõe no lugar de uma porrada escrever “grande quantidade” o que
perderia a força da sentença; na segunda vez o Word grifou apenas porrada que
ele propõe escrever “pancada”, mas deixarei como está. Bom voltando ao que
fazer o próximo item é: ver um filme pornô, coisa que não me atrai, viu um viu
todos. Desenhar é o seguinte, não vou desenhar porque até o momento estava
desenhando, até é provável que volte a desenhar, e por último, tomar uma
caipirinha, é o que vou fazer, mas não uma simples, fazer uma dupla ou tripla
assim mato dois coelhos com uma cajadada só: mato a insônia e durmo e mato o
frio que está de matar.
É
isso... ou, não é
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