Volto
com questionamentos antigos, agora sobre um ponto de vista mais abrangente ou,
talvez mais contundente: o que faço com as ideias/imagens que surgem em minha
mente, forte, agressiva, até espetaculares e, quando vou transformá-las em
palavras se enfraquecem, ficam fúteis. Será que os gênios passam por esse
processo problema? Creio que não, tarimbados já resolveram essa questão.
Gostaria de saber como. A poucos instantes, lendo John Steinbeck uma biografia,
de Jay Parini, tive uma estupenda ideia que chegou a atrapalhar a leitura
interrompendo-a, no entanto, ao fechar o livro marcando a página onde parei, a
ideia se evaporou como fumaça que fumante lança ao ar. Lógico, fiquei puto,
mesmo assim, me obriguei a escrever e me saiu esse texto frouxo. Não é o texto
que gostaria ter escrito, evidentemente, mas posso dizer que seja um texto
exercício. Tenho, não vou dizer projetos, e sim, ideias que poderei desenvolver
em contos. Caralho três ideias que não lembro no momento... ah! lembrei. Uma é
mais ou menos assim: o personagem principal está numa festa na casa da amiga e
ele percebe que não deveria estar, pois a amiga três vezes pergunta a ele se
não quer ir embora; a segunda o personagem principal, depois de muitos anos,
resolve visitar o namorado sem o avisar e durante o trajeto rememora os
momentos em que passaram juntos e o do porquê se separaram e se vale a pena
essa visita surpresa; e a última... bem... merda, não recordo a terceira... uma
hora e cinco minutos da madrugada, apesar de não estar com sono, vou me obrigar
a dormir, senão já viu, né.
É
isso... ou, não é?
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