domingo, 8 de agosto de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.712(2021)

            

            Chove torrencialmente. Escrevi isso ontem, mais ou menos as vinte duas e cinquenta ou quarenta e cinco minutos e, pelo jeito choveu a noite toda, pois ao amanhecer o chão estava úmido e um frio subia do chão molhado, o bom é que não estava ventando, o ar parado fazia acreditar que o dia iria esquentar devido a um sol tímido que ora aparecia e desaparecia. Dez horas e quarenta minutos. Estação Penha do metrô com seu movimento normal, até normal demais para essa pandemia. Os trens vão e vem dentro do horário, acho. Uma pomba pousa na plataforma. A segurança deve estar acirrada, pois não vejo mais os marreteiros com suas indolências impertinentes. A pomba passa pela minha frente, estou sentado num dos bancos da plataforma e ninguém lhe dá atenção. Surgem três jovens e se sentam ao meu lado com um saco preto e grande. Um deles diz:

            --- Vou deixar aqui, não quero saber, se os guardas aparecerem eu falo que é dele – apontando para mim e, eu respondo:

            --- Olha aí, já está vindo um...

            --- Não, esse é funcionário, não tem perigo.

            Um deles fila um cigarro do amigo e acende fumando escondido. Quando entro no vagão não vejo nenhum deles. Parecem que se evaporaram.

            É isso... ou, não é?

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