Chove
torrencialmente. Escrevi isso ontem, mais ou menos as vinte duas e cinquenta ou
quarenta e cinco minutos e, pelo jeito choveu a noite toda, pois ao amanhecer o
chão estava úmido e um frio subia do chão molhado, o bom é que não estava
ventando, o ar parado fazia acreditar que o dia iria esquentar devido a um sol
tímido que ora aparecia e desaparecia. Dez horas e quarenta minutos. Estação
Penha do metrô com seu movimento normal, até normal demais para essa pandemia.
Os trens vão e vem dentro do horário, acho. Uma pomba pousa na plataforma. A
segurança deve estar acirrada, pois não vejo mais os marreteiros com suas
indolências impertinentes. A pomba passa pela minha frente, estou sentado num
dos bancos da plataforma e ninguém lhe dá atenção. Surgem três jovens e se sentam
ao meu lado com um saco preto e grande. Um deles diz:
---
Vou deixar aqui, não quero saber, se os guardas aparecerem eu falo que é dele –
apontando para mim e, eu respondo:
---
Olha aí, já está vindo um...
---
Não, esse é funcionário, não tem perigo.
Um
deles fila um cigarro do amigo e acende fumando escondido. Quando entro no
vagão não vejo nenhum deles. Parecem que se evaporaram.
É
isso... ou, não é?
Nenhum comentário:
Postar um comentário