quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Feliz ano velho.

 

No silêncio do champanhe, gritos espocam alegria no ontem de hoje criando todos os tempos existentes e não existentes.

Fogos brilham no céu de chuva manhosa frustrando sonhos de presságios ao pular da onda fria e mansa.

Carros blindados de farrapos humanos formam cortejos de angustia em longa e perniciosa fila nos postos de gasolina.

Seis números arriscam fanáticos sonhando com futuro de glória e sossego financeiramente.

Uma voz rouca embalada pelo álcool grita do fundo da rua:

- Feliz Ano Velho.

Mais um ato se completa ao findar a peça sem fim e sem enredo.

Aplausos surdos ficam soterrados cegos pela ganância sem consciência do perigo.

Fecha-se a cortina do espetáculo e silenciosos retiram-se os astros, as estrelas e os coadjuvantes a espera do final do ano.

Obrigado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vazia.

                                            Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...