No silêncio do
champanhe, gritos espocam alegria no ontem de hoje criando todos os tempos
existentes e não existentes.
Fogos brilham no céu
de chuva manhosa frustrando sonhos de presságios ao pular da onda fria e mansa.
Carros blindados de
farrapos humanos formam cortejos de angustia em longa e perniciosa fila nos
postos de gasolina.
Seis números
arriscam fanáticos sonhando com futuro de glória e sossego financeiramente.
Uma voz rouca
embalada pelo álcool grita do fundo da rua:
- Feliz Ano Velho.
Mais um ato se
completa ao findar a peça sem fim e sem enredo.
Aplausos surdos
ficam soterrados cegos pela ganância sem consciência do perigo.
Fecha-se a cortina
do espetáculo e silenciosos retiram-se os astros, as estrelas e os coadjuvantes
a espera do final do ano.
Obrigado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário