Tudo era ela
presente no dia de sol.
Ele ouvia
apenas.
- Já estou
cheia disso e daquilo, cheia daqui, do pai do meu filho, vou voltar, vou
embora.
Ela não via
que o sol iluminava os passos.
Ela não via ou
não queria ver.
Ele viu e
ouviu o que ela disse.
- To cheia
daqui. O pai do meu filho é um saco.
Ele ficou pensando
como seria o pai do filho dela.
O que ele
teria para criar tanto problema?
Se é que ele
criava o que para ele, talvez não fosse problema, talvez o problema poderia ser
ela, um nada para ela era um nada elevado ao nada ao quadrado.
Que coisa!
Como as pessoas gostam de problemas, não esta nunca satisfeita.
Ele sorriu.
Sentiu pena dela que não via o sol brilhando o dia.
Ao descer do ônibus, ele se esqueceu de olhar para ver quem era ela.
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