Ouviu vozes transcendendo o silêncio de si mesmo.
Repercutiu nos
pilares da alma solidificando a estrutura de si, como edifício onde é lançada a
pedra fundamental.
Nesse alicerce
cósmico, a simetria do seu destino foi criada.
E pedra por
pedra, ergueu a vida nômade no dia-a-dia supranatural como sempre fora.
Não se iludia
dessa vez, não, já estava cansado de se iludir, cansado de cair para depois,
alquebrado, se levantar como nada houvesse acontecido.
Na crosta, à
pele da ferida, nada sugeria, mas logo após a pele, a agitação sonora dos
nervos se fazia notar.
Foi então, que percebeu a necessidade de fazer acontecer para novamente ser o que tão somente vem sendo a sua principal ocupação: SER
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