Sou a avenida que me abraça
Sou o asfalto em que me deito
Sou a máscara de todos os pecados
Sou todos os passos alucinados
Sou a fome que me envenena
Sou o riso triste e disfarçado
Sou a miséria que reinvento
Sou eu você o tudo e o nada
Bebo as gotas do verão ácido
Como alimento estragado
Mato a sede na água sórdida
Vivo fugindo do perigo
Sou covarde do meu destino
Morro em cada beijo repulsivo
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