quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.755(2021)

                          

             Olhou as linhas em branco do pequeno caderno de capa dura azul. Com a esferográfica preta, sem critério literário escreveu palavras esparsas numa aleatória falta de intensidade que achou que deveria apagá-las. Era cedo, talvez seria sete horas ou sete e qualquer coisa, não seria motivo para desespero por não ter critério no que escrevia. O que eu deveria fazer era tomar café, disse melancólico, ou ainda desenhar um pouco. Nisso o alarme do celular virou lembrando-o do medicamento. Continuava na mesma posição a mais de trinta minutos indeciso. O som estridente avançou quebrando a sonoridade do silencio da manhã que prometia devaneios nada prestativos. Encheu o copo com água e sem se aperceber tomou o comprimido não prestando no que fazia, sem olhar os movimentos, pensando colocar o copo em cima da pia, soltou no ar indo se espatifar no chão da cozinha. Da boca de lábios nada sensuais, soltou uma exclamação de raiva quase gritado. Caralho, presta tenção no faz, e ao mesmo tempo sentiu uma vontade de chutar tudo mandando a merda, no entanto engolindo a raiva, pegou a vassoura e a pá, varreu cuidadosamente cada milímetro o chão, pois não queria que alguém viesse pisar em algum caco se machucando, apesar que raramente recebia visitas, então sou eu que posso pisar em algum caco e me machucar, pensou, intensificando a limpeza.

            É isso... ou, não?

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