quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.762(2021)

                      

            Estendido estava e estendido ainda ficaria no chão da sala, em cima do tapete cinza e branco como se fosse deixado no esquecimento de si mesmo, a principio sentiu-se incomodado, pois era uma atitude esquisita quando propuseram e achou absurdo e quando descrevera como seria achou ridículo se imaginando na posição descrita, mas agora ali, estendido no tapete cinza e branco, com os braços abertos, pernas esticadas, até caiu numa pequena sonolência e se entregou a ela e por ela se deixou levar numa sonoridade pacifica dentro de uma cremosidade latente levando-o a percorrer distancias inimagináveis, se soltou nos fios do tapete se impregnando das fibras macias, não ouvia mais nada, aos poucos o coração cessou e saindo da posição, viu a si mesmo esticado no chão trazendo no semblante a frieza e a palidez de corpo sem vida, não se desesperou, sorriu, lançou um adeus em forma de beijo e despareceu nos signos do dia ensolarado, livre, estava livre...

            É isso... ou, não é?

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