sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.763(2021)

                         

            ... toda vez que abro esse caderno pequeno, diga-se de passagem, de capa dura azul para escrever algo com a caneta esferográfica verde, não sei o que propriamente deverei escrever, as vezes olho as pequenas linhas em branco procurando nelas as palavras que a ponta roliça da caneta toca nos espaços em branco entre as linhas, uma torrente de palavras saem da sua ponta, evidentemente ao comando dos dedos e os dedos obedecem ao comando da mente no desespero de impingir as palavras nestas folhas do pequeno caderno de cada dura azul, num desconforto irregular onde paro por minutos como se cansado estivesse ou como se a mente pescasse no poço escuro do subconsciente, dessa maneira creio que inventei um exercício, pelo menos sua forma, se é ou não exercício não sei, ou se é produtivo só o tempo dirá como se o tempo possuísse voz para dizer alguma coisa não seria tão terrifico e nem pernicioso como é sua passagem deixando em nós suas marcas...

            É isso... ou, não é?

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