...
toda vez que abro esse caderno pequeno, diga-se de passagem, de capa dura azul
para escrever algo com a caneta esferográfica verde, não sei o que propriamente
deverei escrever, as vezes olho as pequenas linhas em branco procurando nelas
as palavras que a ponta roliça da caneta toca nos espaços em branco entre as
linhas, uma torrente de palavras saem da sua ponta, evidentemente ao comando
dos dedos e os dedos obedecem ao comando da mente no desespero de impingir as
palavras nestas folhas do pequeno caderno de cada dura azul, num desconforto
irregular onde paro por minutos como se cansado estivesse ou como se a mente
pescasse no poço escuro do subconsciente, dessa maneira creio que inventei um
exercício, pelo menos sua forma, se é ou não exercício não sei, ou se é
produtivo só o tempo dirá como se o tempo possuísse voz para dizer alguma coisa
não seria tão terrifico e nem pernicioso como é sua passagem deixando em nós
suas marcas...
É
isso... ou, não é?
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