...
abro o pequeno caderno de cada dura azul... passo a mão pelos cabelos... o
silencio da madrugada irrompe grosseiramente quase maldoso ferindo-me ao caçar
palavras no poço do subconsciente, palavras que nada dizem serem nada, preciso
encontra a voz das palavras, a voz do que quero dizer e dizer o além do
sofrível... manhã de sol, oito horas e dezesseis minutos do dia vinte e um de
dezembro... faltam quatro dias para o Natal... o que mais poderei dizer, paro
de escrever, pego o celular, vejo algumas postagens e nem sempre as que quero
receber, merda, fecho o pequeno caderno de capa dura azul... e novamente me
encontro na horizontal dos sentimentos enrolados pelo amor... meia noite e
trinta e cinco minutos... o zumbido da madrugada busca o que eu quero e recebo
o que não quero e nesse ter o que quero fico na expectativa de mudança que não
se realiza e sei que o culpado sou eu, tenho de realizar a mudança, preciso...
meia noite e quarenta e dois minutos do dia vinte e dois de dois mil e vinte e
um de dezembro, faltando três dias para o Natal... merda...
É
isso... ou, não é?
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