sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.766(2021)

                              

            ... mais uma noite eu e meu pequeno caderno de capa dura azul aqui estamos nessa madrugada de insônia, e, me pergunto a mim mesmo e a ele, o caderno, o que devo escrever, o que devo dizer se não sei o que dizer quando o tudo que tenho a dizer torna-se complicado dizer, é uma merda de uma porrada insensivelmente intelectual e literariamente falando, isto porque, não sei o motivo, mas quando chega lá pelas vinte e duas horas começo a ficar irritado comigo mesmo, uma das pernas torna-se incomoda e para aliviar esse incomodo fico movendo-a de um lado para o outro, ou estico bem os músculos aponto da pele doer, ou então levanto-me e passo a andar de um canto a outro da sala, ou ainda, volto a sentar-me procurando me concentrar no estava fazendo, desenhando, escrevendo, as vezes imagino obscenidades me acariciando estupidamente imbecil alimentando meus instintos pornográficos, e as vezes tomo café com leite gelado acompanhado de torradas, mas nada faz efeito, até que desisto e vou deitar o que piora as coisas, pois fico rolando de um lado para o outro sem conseguir pegar no sono, por fim levanto-me, ligo o notebook e vou ver algo desinteressante... como hoje, agora, assistindo  mais um capítulo de uma porcaria, quatro ou cinco capítulos seguido e percebo que o incomodo sumiu – mas a insônia continua – o sono ainda não deu as caras e não sei se continuarei a escrever essas babaquices ou se desenharei... por fim, estou aqui as quatro horas e vinte e um minutos do dia vinte e três de dezembro de dois mil e vinte e um digitando essa porra...

            É isso... ou, não é?

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