domingo, 13 de fevereiro de 2022

Não quero passos aflitos

 Na calçada fria de sentimento

Não quero tardes quentes

De verão chuvoso

Onde a boca pragueja

O empobrecimento da palavra

Não quero o nascimento

Das vozes uivando sons

Que ouvidos fechados

Não ouvirão a morte chegar

Não quero tudo

O que pareça nada

Quero o nada

Que há na infelicidade

Infiltrando no jardim

As chamas das chagas

Que num lampejo

Queima a carne

Da cidade lancetando

Meu corpo

Cheio de felicidade

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