Na calçada fria de sentimento
Não quero tardes quentes
De verão chuvoso
Onde a boca pragueja
O empobrecimento da palavra
Não quero o nascimento
Das vozes uivando sons
Que ouvidos fechados
Não ouvirão a morte chegar
Não quero tudo
O que pareça nada
Quero o nada
Que há na infelicidade
Infiltrando no jardim
As chamas das chagas
Que num lampejo
Queima a carne
Da cidade lancetando
Meu corpo
Cheio de felicidade
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