Bom dia isso, bom dia aquilo, vozes que se esparramam na congruência maligna da
vida insuportável. Merda! Merda e merda, é só o que posso dizer, não sei
explanar condignamente a merda congruente disso e daquilo. Tudo é amalgama do
sentir intenso que me faz perecer a todo o momento, a todo minuto e a todo
segundo.
Respondendo ou não ao bom dia ou, ao boa tarde, arrasto a carcaça de merda
pelas vias da vida sacrificando meus intentos. Piso nas células concretas da
minha carne como alfinetes que me espetam diariamente. Aceito as agulhas na
esperança em ter mais um sacrifício alimentado de esperanças fugidas nos braços
prostitutos pelo prazer de pagar para ter prazer. E prazerosamente, me acolho
nos cantos escuros das almas sombrias onde durmo meu sono de fracassado sonhos
irrealizáveis. Durmo, durmo nos braços de quem não me tem e que nunca me terá
por ser eu o que sou e, não ser o que todos queriam ou pensavam burguesamente
que eu pudesse ser. Sorrio evangelicamente na putrescível existência de ser eu
tão somente.
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